Eu e o Pai somos um


"Eu e o Pai somos um"
(João 10:30)


O texto do Evangelho de João quer nos dizer que a Unidade da Trindade não é por conveniência, mas por essência.

Da mesma maneira, não é a conveniência que nos une, assim como não são as divergências que nos dividem. A unidade verdadeira não se baseia em conveniência ou interesses momentâneos, mas em algo muito mais sólido: amor propósito em comum.  A comunhão entre irmãos em Cristo não deveria depender de acordos humanos ou ser quebrada por diferenças secundárias, porque o que nos une é Cristo

O apóstolo Paulo também reforça isso em Efésios 4:3-6, quando fala sobre "guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz", lembrando que há um só corpo, um só Espírito, um só Senhor, uma só fé, um só batismo e um só Deus.

A comunhão em Cristo é a prática do amor sacrificial, que dá sem esperar nada em troca, estando disposto a perder todos os dias. Ela não necessita de estímulos, mas da convicção de que essa é a vontade do Senhor.

A comunhão em Cristo não é uma estratégia de crescimento, mas a expressão que revela a realidade que há no céu. Ela não tem por finalidade o meu afago, mas arrancar de mim a natureza rebelde que me afasta do próximo e principalmente da presença do Senhor.

A comunhão em Cristo não depende do meu sentimento, mas do meu caráter. Caráter é quando você se senta na mesma mesa que Judas e consegue servi-lo com amor, mesmo sabendo que ele irá te trair. Não importa quem seja o Judas, o importante é saber quem é você.

Enquanto o eu estiver acima do nós, nunca seremos um. O "eu" acima do "nós" representa o egoísmo, orgulho e individualismo. Quando o governo está no "eu", nunca há verdadeira comunhão. 

A Bíblia nos ensina que a unidade é fruto de renúncia e humildade. O apóstolo Paulo adverte: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros" (Filipenses 2:3-4).

Jesus, em João 17, orou para que os Seus discípulos fossem um só, assim como Ele e o Pai são um. Isso só é possível quando o ego cede lugar ao amor.

Em suma, unidade só acontece quando o "eu" morre e o "nós" floresce em Cristo Jesus.


Pr. Rodrigo Deiró


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