Felicidade


 

Podemos encontrar inúmeras definições para essa palavra, mas com certeza sempre ficarão lacunas. Comumente, define-se felicidade como um estado afetivo ou emocional de sentir-se bem ou sentir prazer, associado a bem estar, alegria, prazer sexual, contentamento, saúde, segurança, deleite, amor, etc. Felicidade é geralmente correlacionada com a presença de eventos favoráveis e ausência de problemas.

Apesar das mais variadas interpretações acerca da felicidade, algo é certo e real: todos a buscam!

Felicidade, do grego "phelis", diz que uma pessoa é feliz quando possui o ar da graça, ou em total estado de euforia. Uma pessoa feliz é capaz de muitas coisas.

No velho testamento um personagem bíblico de nome Jó, faz a seguinte referência: "Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade" (Jó 30:15). Na verdade Jó lamenta a sua situação de pobreza, de doenças e principalmente, a falta de proteção de Deus. Quando em sua mocidade vivia em plena abundância material, familiar e satisfação emocional.

O apóstolo Paulo era perseguido pelos judeus por expandir a fé cristã aos gentios, e mesmo assim estava feliz, veja o que ele diz diante de seus acusadores: "Tenho-me por venturoso, ó rei Agripa, de que perante ti me haja, hoje, de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus" (Atos 26:2).

O salmista David também tem sua definição de felicidade, para ele ser feliz é estar debaixo da dependência de Deus: "Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem" (Salmos 128:1-2).

Porém, cada pessoa tem sua forma de ver a felicidade! Necessariamente, a felicidade não se resume a bens materiais ou a satisfações emotivas; não podemos conjugá-la, apenas, como a alegria de realizações de nossos desejos, muito menos a nossa resignação em favor dos outros, pois felicidade é também senso de justiça própria. Felicidade é antes de tudo a relação de amor que mantemos com Deus, mas também a consciência das nossas limitações e a aceitação da nossa condição real.

Ser feliz é poder olhar para dentro de nós mesmos e nos sentirmos bem com quem nós verdadeiramente somos; é amar os nossos semelhantes com o mesmo amor que gostaríamos de ser amado; é ter discernimento da nossa responsabilidade na construção de um mundo melhor e mais justo para todos; é a certeza de estarmos sempre aptos e encorajados a ajudar aos necessitados; é manter acesa a chama da esperança e da fé diante do niilismo (corrente filosófica que nega ou questiona valor, o sentido e o propósito da vida, da moralidade e da verdade, considerando-os sem fundamento) que nos envolve; é se sentir confiante ao expressar uma vida verdadeira e transparente; é gerar nos outros esperança e bem estar; é saber que pode se doar sem pedir nada em troca; é ter segurança diante das adversidades; é irradiar a luz de Deus para que possa dirigir os caminhos daqueles que se encontram perdidos; é antes de tudo, estar debaixo da graça e do amor de Deus.


Pr. Rodrigo Deiró

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