Cisternas Rotas
“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas”
(Jeremias 2:13)
O problema do povo de Deus sempre foi o mesmo e continua sendo o nosso: trocar a fonte de água viva por cisternas rachadas. Abandonar Aquele que sacia para correr atrás de caminhos quebrados, prazeres que não sustentam, pecados que só aprofundam a sede da alma. Jeremias denunciou isso no seu tempo, mas a palavra ecoa hoje com a mesma força.
Mentira, inveja, raiva, ganância, adultério – são frutos de quem decidiu cavar sua própria cisterna, tentando viver longe de Deus. Mas escute: cisternas rachadas nunca matam a sede. Tudo o que o mundo oferece é temporário, passageiro e enganoso. Parece água fresca, mas logo escorre, deixando o coração vazio.
Naqueles dias, as cisternas eram poços cavados na rocha para armazenar água da chuva. Quando rachavam, nada retinha o líquido; a água escapava, e a sede permanecia. Assim são os prazeres do pecado: parecem prometer alívio, mas falham sempre. Você pode buscar no poder, no dinheiro, na fama, em relacionamentos superficiais ou em prazeres carnais – no fim, tudo escorre pelas fendas, e a alma continua árida. A raiva não cura seu vazio. A mentira não traz descanso. A luxúria não mata a fome interior.
Deus está dizendo: “Parem de cavar cisternas que não sustentam vida. Voltem para Mim, a fonte de águas vivas.” O caminho da vitória contra o pecado não é insistir em tapar buracos, mas reconhecer que só Cristo é capaz de saciar. É Ele a fonte que jorra para a vida eterna, é Ele quem limpa, quem restaura e quem preenche o que nenhuma outra coisa pode preencher.
E aqui está o confronto: ou você bebe da água viva ou continua cavando cisternas rachadas, sedento por promessas que nunca se cumprem. Não existe meio termo. O pecado não é apenas um tropeço; é uma decisão teimosa de preferir qualquer coisa menos Deus.
Então, pare agora. Olhe para a sua vida com seriedade. Identifique quais cisternas você tem cavado, quais enganos você tem abraçado, e abandone-os. Corte a raiz. Volte para a fonte. Só ela mata a sede de verdade.
Jesus disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7:37). A escolha está diante de você hoje: continuar seco, enganado pelas rachaduras, ou mergulhar na fonte eterna.
Pr. Rodrigo Deiró



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