Crescimento dói
Maturidade não é reprimir sentimentos como se a vida cristã fosse uma máscara. Não é se vestir de orgulho para parecer que sabe tudo. Não é endurecer o coração para fingir que nada fere. Não é posar de forte o tempo inteiro, quando, na verdade, por dentro a alma está despedaçada.
A Palavra é clara: “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” (Eclesiastes 7:16).
Maturidade é responder à vida com equilíbrio, responsabilidade e propósito, mesmo quando isso custa lágrimas, silêncio e renúncia. Não confunda maturidade espiritual com tempo de igreja, acúmulo de experiências ou títulos teológicos. Isso só engana os olhos dos homens. A verdadeira maturidade é medida pelo quanto Cristo está formado em nós, até que possamos dizer com Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” (Gálatas 2:20).
Crescer dói... dói porque exige renúncia, entrega, disciplina e constância. Dói porque amadurecer é parar de inventar desculpas, reconhecer falhas e assumir responsabilidades. Maturidade nos tira do papel de vítima e nos coloca diante do espelho da verdade.
Há momentos em que Deus não tira o peso, porque quer fortalecer os nossos ombros. Há dias em que Ele permite um gigante, porque está forjando um rei. Há horas em que Ele nos lança à fornalha, não para nos consumir, mas para que todos vejam que Ele caminha conosco no meio do fogo. E, sim, há cruzes que Ele não retira do caminho, porque nelas Ele revela a redenção.
Crescer dói, mas permanecer infantil dói muito mais. A dor do crescimento é libertadora, porque nos arranca da superficialidade e nos faz revelar Cristo com mais clareza, principalmente diante daqueles que convivem conosco.
Maturidade não é uma opção para o cristão. É o chamado de Deus para cada um de nós: “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Efésios 4:15).
Pr. Rodrigo Deiró
).png)


Comentários
Postar um comentário