A Cruz
Quem contempla Jerusalém e observa o cenário da crucificação entende a dor, o peso e o propósito da cruz. Mas quem percorre as antigas terras da Turquia e da Grécia, onde o Evangelho chegou em meio à idolatria, à sabedoria humana e ao orgulho das conquistas, compreende de forma ainda mais profunda o escândalo e a glória da cruz. Aqueles povos se gloriavam em templos, estátuas e monumentos que exaltavam o poder humano; porém, o Evangelho veio para nos lembrar que toda glória humana é pó diante da cruz de Cristo.
Hoje, muitos continuam buscando glória em suas famílias, em suas posses, em seus dons e em suas obras. Mas a Palavra nos chama a gloriar-nos somente na cruz (Gálatas 6:14). E gloriar-se na cruz não é repetir um jargão religioso; é escolher morrer para si mesmo, negar os desejos da carne e seguir os passos do Cordeiro. É reconhecer que, aos pés da cruz, não há espaço para o orgulho, apenas para o arrependimento e para a gratidão.
A cruz revela quem somos e quem Deus é. Nela vemos a gravidade do nosso pecado, mas também a imensidão do amor divino. A cruz expõe nossa culpa, mas também proclama nossa redenção. Ali, o Santo se fez maldito, o Justo se fez pecado, o Rei se fez servo, tudo por amor a nós.
A cruz é a nossa glória quando a aceitamos não como símbolo, mas como caminho. Quando anunciamos sua mensagem mesmo que o mundo a chame de loucura. Quando permanecemos aos seus pés, firmes, enquanto muitos fogem diante do sofrimento.
Estar ao pé da cruz é sentir a dor que o pecado causa em Deus. É chorar com Jesus pela injustiça, pela corrupção e pela indiferença do mundo. É permitir que a sombra da cruz nos cubra, nos quebre e nos transforme.
Por isso, quando a dor vier, quando a aflição nos visitar, lembre-se: é na dor que aprendemos a depender da graça. É no sofrimento que a cruz nos molda e nos ensina a obedecer.
“Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.”
(Salmos 119:71)
A cruz não é um adorno... é o altar onde morremos para o mundo e vivemos para Cristo. Quem aprende a gloriar-se nela, aprende também a viver debaixo da sua sombra e luz.
Pr. Rodrigo Deiró



Amém
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