Deus não te poupará daquilo que te promoverá
Deus não vai te poupar daquilo que vai te promover. É duro ouvir isso, mas é a verdade! Quem de nós deseja sofrer? Quem levanta a mão pedindo dores, perdas, frustrações ou decepções? Ninguém! Mas, muitas vezes, aquilo que queremos evitar é justamente o instrumento que Deus usa para nos aproximar d’Ele e nos elevar a novos níveis de maturidade espiritual.
Jesus já nos alertou: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Isso significa que seguir a Cristo não é uma garantia de vida sem dor; é a certeza de que, no meio da dor, teremos Aquele que é a nossa paz sustentando-nos.
Deus nem sempre livra da prova, mas sempre dá livramento na provação. Ele foi fiel a Daniel na cova dos leões, esteve com Sadraque, Mesaque e Abednego no meio da fornalha, e estará também com você!
Muitos pedem que Deus tire o processo, mas o sábio pede que Deus dê capacidade para atravessá-lo. Porque alguns processos não são castigos, são promoções de Deus! São escolas da fé que moldam caráter, e é o caráter que sustenta a unção. A unção, por sua vez, abre caminho para o propósito e nos conduz à promessa.
Você entende? O processo não é inimigo da promessa; o processo é a ponte que leva até ela! A lagarta não precisa de um milagre para virar borboleta; ela precisa passar pelo processo. Assim também é conosco: não precisamos de atalhos, precisamos de renúncia, entrega e confiança. É no desconforto que a fé amadurece; é no aperto que a fé se desenvolve.
Quer viver as promessas de Deus? Então morra para o seu controle, para a sua autossuficiência, para os seus próprios projetos. Deixe nascer em você os planos do Senhor. Não troque presentes por presença!
O Pai não poupou nem o Seu Filho da cruz, e a cruz sempre fez parte do plano eterno. Mas, após a cruz, veio a ressurreição! O mesmo processo acontece conosco: passamos pela morte do “eu”; morte para o medo, para a insegurança, para a vaidade, para a soberba e para os valores passageiros deste mundo e ressuscitamos como filhos do Deus vivo, selados pela presença d’Ele!
Portanto, não despreze o processo. Ele não vem para te destruir, mas para te transformar. A cruz pode até doer, mas é nela que você descobre que não é escravo, é filho. É nela que você deixa de viver para si e passa a viver para o propósito eterno de Deus.
Pr. Rodrigo Deiró



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