Minha casa será chamada casa de oração
“E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.”
(Mateus 21:12-13)
Esse
texto não é apenas uma narrativa histórica; é um espelho espiritual. Jesus não
estava apenas purificando o pátio do templo de Jerusalém; Ele estava expondo a
corrupção de um coração que transforma o sagrado em comércio. O problema não
era a venda em si, mas a motivação... transformar o que pertence a Deus em um
instrumento de lucro, promoção pessoal e conveniência religiosa.
Perceba
o texto: “expulsou todos os que vendiam e compravam”. Jesus não fez
distinção entre quem explorava e quem se deixava envolver pelo sistema. Ele não
confrontou apenas sacerdotes e líderes; Ele expulsou a mentalidade comercial
que havia se instalado no coração do povo. O zelo de Jesus pelo templo era, na
verdade, zelo pelo propósito - “a minha casa será chamada casa de oração”.
Hoje,
o templo de Deus não é mais feito de pedra, mas de carne e espírito. “Não
sabeis vós que sois o templo do Espírito Santo?” (1 Coríntios 6:19). E o
mesmo Cristo que um dia entrou no templo de Jerusalém com o chicote nas mãos,
hoje entra em nosso interior com o Espírito Santo, disposto a virar mesas,
derrubar cadeiras e expulsar tudo o que tem tomado o lugar da adoração pura.
Ele
está expulsando mentalidades, não apenas pessoas. Está virando as mesas
do egoísmo, da autopromoção ministerial, do evangelho de
interesses, do culto à própria imagem. Está dizendo, mais uma vez: “A
minha casa não é palco de projetos pessoais”. Ele não habita em corações
que usam o Reino como vitrine, mas em corações quebrantados que vivem o Reino
como cruz.
Sua
casa - seja sua vida, sua família ou sua igreja - não foi feita para
interesses individuais, mas para propósitos eternos. Ela não é plataforma
para carreiras religiosas, mas o altar onde Cristo é o centro e todos nós somos
servos. O Reino de Deus não gira em torno do nosso umbigo, das nossas paixões ou das
nossas dores — ele nos chama a sair de nós mesmos para tocar o outro, para
viver a comunhão do amor que “não busca os seus próprios interesses” (1
Coríntios 13:5).



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