O Verdadeiro Discipulador
Um verdadeiro discipulador não leva as pessoas para si, mas as conduz para Cristo. Esse é o maior sinal de maturidade espiritual: quando o coração entende que o centro do ministério não é o homem, é Jesus.
Vivemos
em dias em que muitos confundem discipulado com dependência emocional. Há
líderes que, em vez de formar discípulos de Cristo, formam seguidores pessoais.
Criam vínculos baseados em admiração, não em edificação. Mas o discipulado
bíblico não é um sistema de controle, é um caminho de libertação. O verdadeiro
discipulador não busca aplausos, busca frutos. Ele não quer ser lembrado, quer
que Cristo seja conhecido.
João
Batista entendeu isso quando disse: “É necessário que Ele cresça e que eu
diminua” (João 3:30). Essa é a essência de todo ministério genuíno. Quando alguém começa a crescer em
Cristo, o verdadeiro discipulador se alegra mesmo que isso signifique ser
esquecido. Porque o foco nunca foi a visibilidade, mas a fidelidade.
Um
discipulador maduro entende que o discípulo não é sua propriedade, mas ovelha
do Supremo Pastor. Ele não diz: “Olhe para mim”, mas “Olhe para Cristo”. Não
diz: “Faça como eu quero”, mas “Siga o que a Palavra diz”. Porque o verdadeiro discipulado é um processo de transferência de
dependência do homem para Deus, do exemplo humano para o modelo divino.
Quando
o discipulado gira em torno do ego, nasce a idolatria; mas quando gira em torno
da cruz, nasce o Reino. Quando o líder se coloca como mediador, ele rouba a glória que pertence apenas
a Jesus; mas quando se coloca como servo, ele reflete a glória que vem do alto.
A
missão de todo discipulador é a mesma de Paulo: “Sede meus imitadores, como
também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11:1). Perceba: o apóstolo não pedia
que o imitassem por vaidade, mas porque sua vida apontava para o verdadeiro
Mestre. O foco não era ele; era Cristo nele.
O
discipulado é uma ordenança que sem dúvida nenhuma é indispensável para forjar
esse desenvolvimento e amadurecimento dos santos. Quando Jesus disse “Se alguém
quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”, Ele
estava ensinando que o preço para aqueles que queriam ser Seus discípulos, era
abandonar os seus propósitos pessoais e sofrer o dano do processo para viver o
plano coletivo que Ele estava construindo no Pai.
“Pregamos não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.”
(2 Coríntios 4:5)
Pr. Rodrigo Deiró



Comentários
Postar um comentário