Não é promessa, é posicionamento!


 

"[...] porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor"
(Josué 24:15b)

"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" - essas palavras ecoam até hoje como um grito de decisão. Não como uma promessa a ser esperada, mas como uma postura a ser assumida. Josué não estava dizendo o que Deus faria; estava declarando o que ele e sua casa fariam diante de uma geração indecisa e dividida. 

"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" não é um amuleto para pendurar na parede. Não é Deus prometendo por tua família, mas és tu assumindo o altar, a autoridade e a responsabilidade espiritual do teu lar. Promessas divinas sem posicionamento humano viram desculpas piedosas; posicionamento sem graça vira ativismo cansado. Pare de terceirizar tua responsabilidade. Rompa com a neutralidade que acalenta ídolos domésticos e assume, como Josué, um SIM público, diário e prático.

Posicionamento começa com renúncia. Josué ergueu a voz num contexto de tentações e memórias de ídolos: “deitai fora os deuses…” (Josué 24:14). Não se serve ao Senhor guardando altares secretos no coração. Que ídolos ainda recebem teu tempo, teu dinheiro ou tuas emoções? Entretenimento sem freio? Status? Vícios camuflados? Tradições que anulam a Palavra? Derrube hoje esses altares! Melhor uma casa simples com a presença de Deus, do que um palácio governado por amarras invisíveis. Posicionamento também é direção espiritual: Pais, não basta prover pão se falta Palavra; não basta dar estudos se faltam joelhos; não basta dar presentes se falta presença. Mães, não permitam que a pressa roube a mesa, a oração e o abraço que catequizam o coração dos filhos. Filhos, honrar pai e mãe é linguagem de aliança; rebeldia “estilosa” é só velha insensatez vestida de nova moda.

Posicionamento se prova em hábitos. Decidir uma vez é importante, decidir todo dia é libertador. Reerga três altares: o da Escritura, o da oração e o da mesa. Na Escritura, a casa aprende o que Deus pensa; na oração, a casa aprende a depender; na mesa, a casa pratica a comunhão que cura. Estabeleça liturgias simples e firmes: um Salmo pela manhã, um Evangelho à noite, mãos dadas em intercessão, perdão pedido em voz alta, cânticos que purificam o ar. Feche portas a conversas que destroem, a conteúdos que corrompem, a amizades que arrastam para longe. Abra janelas para a igreja local, para o serviço, para a generosidade. “Eu e a minha casa” não é slogan de rede social; é pacto de sangue firmado à sombra da cruz.

Posicionamento exige coragem diante da cultura. Josué falou “diante do povo”; tua decisão precisa ser pública o suficiente para confrontar teus próprios medos. Quando o mundo disser “tanto faz”, responde: “santo faz”. Quando disserem “cada um com sua verdade”, afirma: “a verdade tem um Nome”. Não provoques tua casa à ira com legalismo frio, mas guia com mansidão firme e coerência visível. Não uses a Bíblia como martelo para impor teu querer; usa-a como lâmpada para caminhar juntos. A autoridade que não serve é tirania; a autoridade que serve se torna caminho. Se falhaste, não fujas: confessa, recomeça, repara... isso também é posicionamento.

Posicionamento libera um legado. Casas se tornam faróis quando corações se prostram. Filhos aprendem a amar a Deus não pelo que escutam no culto, mas pelo que veem na segunda-feira. O inimigo teme casas onde o pai intercede, a mãe profetiza esperança, os filhos obedecem por amor, e todos se submetem à Palavra. Hoje, diante de todas as vozes disputando teu lar, erga a tua voz como Josué: escolha a quem servir. Se o Senhor é Deus, segue-O de todo o coração. Se algum ídolo reclama teu afeto, lança-o fora agora. E, então, não faças promessa que esperas que Deus cumpra por ti; faz um voto que tu cumprirás n'Ele, pela graça d'Ele, para a glória d'Ele. Declara e pratica: eu e minha casa serviremos ao Senhor. 

O tempo das declarações sem atitudes acabou. O mundo precisa ver famílias que não apenas dizem, mas vivem o “eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Que a tua casa não seja apenas uma morada, mas um altar. Que o teu lar não seja apenas um endereço, mas um território consagrado. E que, como Josué, você também possa se levantar diante de uma geração confusa e declarar, com coragem e convicção: Podem servir a quem quiserem, mas eu e minha casa serviremos ao Senhor!

Pr. Rodrigo Deiró

Comentários

  1. Adorei ler esse texto ( desculpe, não sei que nome é dado ).
    Infelizmente , pelo que entendi, a minha casa não serve ao Senhor. .🥲

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