Era cego e agora posso ver

 


O que posso eu oferecer ao Senhor, senão o louvor de um coração quebrantado? Enquanto minha memória ainda se lembra das sombras do passado, minha alma já não teme, porque a luz da Tua graça dissipou toda escuridão.

Amarei a Ti, ó Senhor, e diante do Teu nome darei graças e confessarei: Tu me perdoaste das obras que eram repugnantes até aos meus próprios olhos. Não foi minha força, nem minha vontade, mas o Teu amor que me libertou. Atribuo à Tua graça o perdão que recebi, e à Tua misericórdia todo o bem que me impediu de fazer o mal. Pois quem era eu, senão alguém que amava o pecado pelo simples prazer de pecar?

Ah, Senhor, quantas vezes rebaixei minha alma! Mas Tu não apenas me sustentaste, como fizeste derreter o gelo da minha iniquidade. Tudo o que não fiz de perverso foi porque Tua mão me deteve. Tudo o que hoje confesso, Tu já apagaste.

Quem, ao olhar para a própria fraqueza, ousaria atribuir sua pureza à sua própria força? Quem se atreveria a amar menos a Deus só porque pensa precisar menos da Sua misericórdia? Nenhum homem sensato o faria! Porque é pela Tua graça, e somente por ela, que os pecadores são redimidos e os santos permanecem de pé.

E, se alguém lê estas palavras e vê nelas o testemunho de um pecador curado, não me despreze. Eu estava doente e fui curado pelo mesmo Médico da alma que hoje o convida à cura. Ele não precisou de ajuda, mas eu precisei de tudo. E por isso, que esse alguém Te ame ainda mais, ao ver que o mesmo Deus que me resgatou do abismo é quem o preserva de cair nele.

Ó Senhor, que toda glória Te seja dada! Que cada um que Te conhece saiba: sem Ti, nada podemos; mas contigo, até o mais caído é levantado, e o mais endurecido é transformado em vaso de misericórdia.


Pr. Rodrigo Deiró

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