Perdoar: A vitória do amor sobre o orgulho
Perdoar é deixar o amor
vencer onde, humanamente, não existiria motivo algum para amar. É escolher agir
com o outro da mesma forma como Deus agiu conosco, quando não merecíamos graça,
atenção ou misericórdia. A Palavra declara em Romanos 5:8: “Mas Deus
prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda
pecadores”. Antes que você pensasse em mudar, antes que você desse
qualquer passo em direção ao Senhor, Ele já havia decidido amar você. E esse é
o padrão do perdão cristão: amar antes, amar apesar, amar porque Cristo
primeiro nos amou.
Perdoar é semear
misericórdia, graça e amor, mesmo quando a carne grita vingança. É reagir com
maturidade espiritual diante da ofensa, recusando-se a responder com a
imaturidade do ofensor. Perdoar não é negar a dor, mas negar à dor o direito de
dominar o coração. Porque a Escritura nos adverte sobre o perigo sutil e
destrutivo das raízes de amargura. Em Hebreus 12:15, está escrito: “Tendo
cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de
amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. A
amargura é uma semente silenciosa que, uma vez permitida, cresce, sufoca,
contamina e destrói. Onde o perdão não entra, a graça deixa de operar. Onde a
amargura cresce, muitos acabam feridos.
Perdoar também é um ato
de cura interior. É ter uma atitude positiva consigo mesmo. O perdão não apenas
liberta o outro, ele liberta você. Ele destranca cadeias internas, dissolve
pesos antigos e devolve ao coração a paz que o orgulho tenta sequestrar. Muitas
vezes, a importância que aquela pessoa tem em nossa história é infinitamente
maior que o erro que ela cometeu. Mas o orgulho impede muitos de liberarem
perdão, pois ele exige que percamos algo e doemos algo. Não por acaso, a
própria palavra perdoar se assemelha a perder e doar – justamente duas atitudes
que o orgulho não suporta.
Por isso, necessitamos
perder o orgulho e doar amor. Precisamos deixar que a humildade triunfe onde o
ego quer reinar. Perdoar é arrebentar a corrente pesada do orgulho com a força
libertadora do amor de Cristo. É permitir que a natureza do Senhor, que está
sendo formada em nós dia após dia, floresça e se manifeste. O perdão não nasce
da nossa força; nasce da vida de Cristo crescendo dentro de nós. Ele é fruto da
nova natureza, fruto do Espírito, fruto da graça que recebemos e agora somos
chamados a estender.
Se Deus não tivesse decidido amar você, você ainda estaria preso ao pecado. Então por que você decidiria prender alguém ao erro? Perdoe. Perdoe porque você foi perdoado. Perdoe porque a cruz foi suficiente. Perdoe porque Cristo vive em você. Perdoe… e seja livre.
Pr. Rodrigo Deiró


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