Quando a fé apenas respira
Há momentos em que não há
frutos visíveis. Haverá dias em que não sentiremos arrepios, emoções ou
qualquer sinal que aflame o coração. Porém, a nossa fé deve estar firmada na
suficiência de Cristo, que é o Alicerce inabalável. As Escrituras não ensina
que a fé é a esperança de que tudo sairá conforme nossos desejos, mas proclama
que a fé é um fundamento firme (Hebreus 11:1). Firme fundamento não é areia, é
Rocha; e a Rocha é Cristo (1Coríntios 10:4).
Quando entendemos isso,
percebemos que não precisamos de sinais emocionais para permanecer. Não
necessitamos de estímulos passageiros, de afirmação que animem nosso espírito,
pois quem alcançou a essência jamais se tornou escravo de sentimentos efêmeros.
Como bem disse Augusto Lago, há dias em que a fé não clama aos brados; ela
apenas respira silenciosa, não há fogo, nem festa exaltada, só uma confiança
calma, que teima em permanecer. É a confiança de que sabe que Deus está
presente mesmo quando tudo se apresenta quieto demais. A fé amadurecida não
busca o palco para se mostrar, antes, ela se enraíza profunda, sustentada pela
presença constante do Senhor.
Seja firme. Não se deixe
abalar pelas aparentes ausências do sentir. A fé verdadeira não depende do que
os olhos veem ou o coração sente, mas está firmada na Palavra e na promessa
daquela que nunca falha. É a fé que olha para a Rocha eterna e declara, mesmo
sem emoção alguma: “Tu és o meu Deus, em ti confio” (Salmo 31:14). Portanto,
como disse o apóstolo, lançai sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele cuida
de vocês. Não se deixe seduzir pelos sinais do tempo, pois a virtual falta
deles não é ausência de Deus. Permaneça firme na Rocha, pois só nEle encontrará
segurança eterna. Não se contente com a superfície; busque a profundidade da fé
que persiste, que se mantém quando tudo ao redor ruge.
Levanta-te, ó igreja!
Deixa o agir das situações não te desviar da Rocha sólida. Que a tua fé não
seja fogo de palha, mas raiz profunda e vida abundante. Amém.
Pr. Rodrigo Deiró



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