Cordão de Três Dobras: Um Casamento para o Propósito de Cristo
O casamento, segundo o
coração de Deus, é um reflexo visível de uma realidade invisível: a união entre
Cristo e a Sua Igreja. Em Efésios está escrito: “Vós, maridos, amai
vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entrega por
ela” (Efésios 5:25). Este amor é o padrão, o modelo e o chamado. O
casamento não foi instituído para suprir carências emocionais, nem para ser o
palco onde realizaremos nossos sonhos pessoais, mas para cumprir um propósito
eterno – o propósito de Deus em formar famílias que representam, nesta terra,
uma aliança indissolúvel entre Cristo e Sua Noiva. É vocação, não fuga. É cruz,
e não palco para expectativas idealizadas.
Quando alguém entra em um
relacionamento com o foco em si mesmo, já entra perdendo porque distorce sua
essência. Aquele que busca no outro o que somente Cristo pode oferecer se
frustrará, porque nenhuma interferência foi criada para ocupar o trono que
pertence a Deus. O casamento é uma aliança, e toda aliança bíblica tem um
centro: Cristo. Quando "privatizamos" o matrimônio,
reduzimos-o a uma fonte de prazer, segurança ou realização pessoal, distorcemos
o que Deus planejou. A prioridade não é o “eu”, nem o “nós”,
mas Cristo. Ele é a razão e o sustento.
O texto de Eclesiastes
4:12 declara que “o cordão de três dobras não se quebra tão depressa”.
Há um segredo espiritual nisso. Uma relação só se torna realmente forte quando
as três dobras estão bem ajustadas: Cristo, você e o outro. Cristo como a
primeira dobra, a que sustenta. Você e o outro como dobras que se enrolam n’Ele.
Quando cada um se aproxima d'Ele, inevitavelmente os dois se aproximam um do
outro. O eixo é Cristo. Quanto mais próximos estivermos d'Ele, mais unidos
estaremos entre nós.
Por isso, cuide para que
seu cônjuge ame mais a Cristo do que a você. Não se assuste com isso, porque
essa é a maior garantia de permanência, fidelidade e perseverança que alguém
pode oferecer. Quem teme ao Senhor sabe honrar, quem se rende a Cristo sabe
amar, quem se submete a Ele aprende a permanecer. Um coração dominado por
Cristo jamais será negligente com a aliança. Amar a Cristo acima de tudo não
rouba amor do casamento – o multiplica, o purifica, o amadurece e o firma.
Porque toda relação que nasce, cresce e se sustenta em Cristo não apenas
perdura, mas glorifica Aquele que a instituiu.
Casar-se, portanto, é
compreender que não estamos construindo apenas uma história a dois, mas somando
forças em prol de um plano que começou antes da fundação do mundo e culminará
nas bodas do Cordeiro. Quando o centro é Cristo, o casamento deixa de ser fardo
e carência, e se torna ministério e propósito. E, nesse cordão de três dobras,
o que Deus uniu, verdadeiramente, ninguém pode separar.



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