Cristo: a recompensa suprema da fé
“A recompensa do
cristianismo é o próprio Cristo”. Essa frase de Max
Lucado ecoa como um chamado urgente ao coração de uma geração que, por vezes,
tem buscado no Evangelho aquilo que ele nunca prometeu entregar. Vivemos dias
em que muitos buscam a Cristo não por quem Ele é, mas pelo que podem obter
d'Ele. Muitos corações se aproximam do Evangelho como quem visita um mercado
espiritual, onde vitórias, prosperidades e reconhecimentos se conquistaram como
moedas de troca de fé. Contudo, o verdadeiro discípulo precisa compreender (e
se submeter a esta santa verdade) que o prêmio maior da jornada cristã não é o
que Cristo dá, mas o próprio Cristo. Jesus declarou: “Eu sou o pão da
vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede”
(João 6:35). Ele não ofereceu apenas algo que saciasse a alma; Ele ofereceu a
Si mesmo. Cristo não é caminho para aquilo que queremos; Cristo é o alfa, o
ômega, a plenitude, o tesouro supremo.
Muitas vezes amamos mais
as bênçãos do que o Deus que abençoa. Corremos atrás de soluções e ignoramos
Aquele que é a própria salvação. Buscamos consolo, cura, prosperidade, direção,
mas, se somos honestos, nem sempre buscamos a Cristo por quem Ele é, mas pelo
que pensamos que Ele pode fazer. E, no entanto, Ele nos chama a algo mais
profundo: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (João
15:4). Não é uma troca, é uma relação; não é barganha, é rendição. O acesso a
bens, saúde e vitória terrena empalidece diante do tesouro inefável de ser
encontrado n'Ele. Paulo compreendeu isso quando escreveu: "Mas o que
para mim era ganho reputação por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda
de todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu
Senhor..." (Filipenses 3:7-8). Ele entendeu que perder tudo não é
perda quando Cristo é o que se ganha. O verdadeiro discípulo é aquele que
compreende que nada no mundo se compara ao valor de Cristo presente, vivo,
real, suficiente.
Se Cristo é a recompensa
maior, por que tantos têm vivido como se Ele fosse apenas um recurso? Por que o
altar se tornou lugar de troca e não de entrega? Por que oramos buscando
soluções e não buscando Sua presença? Volte-se para Cristo não porque Ele pode
resolver sua vida, mas porque Ele é a própria Vida. Ele não é um degrau para
sua realização pessoal; Ele é o fundamento, a razão, o propósito, o destino. Quem
encontra Cristo encontra descanso para a alma cansada, pureza para o coração
dividido, direção para os passos confusos. Quem encontra Cristo encontra vida porque
Ele mesmo disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância”
(João 10:10). E essa abundância não está em coisas, mas em Cristo habitando em
nós. Tudo o que Ele dá é graça, mas tudo o que Ele é, é glória.
É tempo de voltar ao centro da fé, à essência do Evangelho, ao “autor e consumador da fé, Jesus” (Hebreus 12:2). Que seu coração seja confrontado e também aquecido. Não se contente com migalhas quando o próprio Cristo se oferece como Pão. Não viva por promessas terrenas quando o próprio Senhor da glória se entrega como sua herança. Não busque recompensas passageiras quando a eternidade chama pelo seu nome. A maior recompensa do cristianismo não está nos céus que receberemos, mas no Cristo que já nos recebeu. Ele é o tesouro. Ele é o prêmio. Ele é o tudo.
Pr. Rodrigo Deiró
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Amém 🙏
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