Quando o amor de Cristo pastoreia o lar
“Vós,
maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja
e a si mesmo se entregou por ela”
(Efésios 5:25)
Quando um homem ama a
Cristo de verdade, toda a casa sente esse amor. Não é apenas pelo que ele faz,
mas pelo espírito que carrega. É uma entrega que santifica o lar, uma liderança
que se dobra em serviço e uma autoridade que nasce da cruz, não do trono.
Quando um homem é nutrido por Cristo e se alimenta da Palavra, ele se torna um
canal de graça, e essa graça flui para a esposa, para os filhos e para cada
canto da casa.
A casa é edificada sobre
a ordem de Deus quando uma mulher é nutrida espiritualmente por um homem que
ama a Cristo, e um homem sendo fortalecido pelo amor de Cristo que flui através
do coração de sua esposa. Isso é um princípio bíblico vivido na prática. Quando
essa dinâmica é ignorada, o lar até pode continuar de pé, mas perde sua força
espiritual; quando é vivida, a casa se torna abrigo, altar e campo fértil para
o propósito de Deus.
A Escritura é clara ao
revelar que, no casamento, o homem tipifica a Cristo e a mulher a Igreja. Esse
amor não é passivo, nem distante, nem limitado ao sustento material. Cristo não
apenas salva a Igreja; Ele a cuida, a corrige, a ensina, a sustenta e a guarda.
Da mesma forma, amar, proteger, guiar e apascentar não são opções, mas marcas
incontestáveis de um homem que realmente ama a Cristo. E quando isso acontece,
a mulher descansa, porque segurança não nasce do controle, mas do cuidado.
Amar a esposa é
importar-se com ela de forma integral. É perceber quando o sorriso esconde
cansaço, quando o silêncio grita por atenção, quando o coração está pesado,
mesmo que a casa esteja organizada. Muitos homens aprendem a prover o pão, mas
poucos aprendem a pastorear o coração. No entanto, é exatamente aí que Deus
chama o marido a atuar. Pastorear o coração da esposa é uma das principais
funções do homem dentro do lar. Não basta proteger das ameaças externas se o
coração dela está vulnerável por dentro. Não basta dar direção se não houver
escuta. Não basta liderar se não houver oração.
O verdadeiro sacerdócio
no lar não é autoritarismo, mas serviço. O verdadeiro líder espiritual de um
lar não é aquele que apenas aponta o caminho, mas aquele que caminha junto. É
quem ora pela esposa antes de criticá-la, quem a cobre com graça antes de
corrigi-la, quem a ouve com atenção antes de responder. Assim como Cristo trata
a Igreja com amor sacrificial, o marido é chamado a nutrir a vida interior da
sua companheira, guiando-a com mansidão, cuidando das feridas invisíveis e
lembrando-a, todos os dias, de quem ela é em Deus.
Quando o papel bíblico do
homem e da mulher é vivido de forma prática, e não apenas na teoria, o ambiente
da casa muda. Os filhos crescem vendo o evangelho vivo, não apenas ouvido. Eles
aprendem o que é amor observando como o pai ama a mãe, e aprendem o que é
submissão saudável observando como a mãe responde a esse amor. Isso prepara a
próxima geração para viver no centro da vontade de Deus. A casa se torna altar,
a mesa se torna comunhão e o cotidiano se torna discipulado.
Feliz é a mulher que encontrou um homem que ama a Cristo mais do que tudo. Porque esse amor a protegerá quando o mundo a ferir, a sustentará quando faltar força e a apascentará quando o coração vacilar. E feliz é o homem que recebe de sua esposa o amor que brota do céu, porque esse amor o lembra, todos os dias, de que Cristo ainda habita naquele lar. Porque um lar só se torna verdadeiramente forte quando Cristo governa o coração do marido, e esse coração, por sua vez, cuida do coração da esposa.
Pr. Rodrigo Deiró



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