O que a eternidade revelará sobre você?
A mensagem que ressoa em
nossos corações é um brado de despertar, um chamado à profunda reflexão sobre o
legado invisível que estamos construindo. Vivemos em um tempo em que a
visibilidade é idolatrada, onde o aplauso imediato e o reconhecimento público
parecem ser a métrica do sucesso. Contudo, a Palavra de Deus nos convoca a uma
perspectiva muito mais elevada, a uma realidade que transcende o aqui e o
agora, e que se manifesta na eternidade. Vocês nunca saberão, em vida, quantas
almas foram tocadas, quantas vidas foram edificadas, quantos corações foram
restaurados por um gesto seu, uma palavra sua, uma oração sua. Mas uma coisa é
certa: elas saberão. E, mais importante, Deus sabe.
O apóstolo Paulo, em sua
carta aos Coríntios, nos revela uma verdade que deveria incendiar nossa alma e
redefinir nossas prioridades: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido
não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os
que o amam” (1 Coríntios 2:9). Pensemos por um instante na profundidade
dessa declaração. Há um tesouro de recompensas, de histórias de impacto, de
vidas transformadas que estão guardadas para nós, mas que, em nossa limitação
humana, jamais poderíamos sequer imaginar. É como um artista que pinta uma
obra-prima no silêncio de seu ateliê, sem a expectativa de galerias ou
críticos, apenas pela paixão de criar. A beleza de sua arte, embora
desconhecida por muitos, é real e aguarda o momento certo para ser revelada.
Assim são as nossas obras de amor e serviço no Reino.
Não devemos nos levar pela
ilusão de que o que não é visto não tem valor. Pelo contrário, muitas das mais
poderosas intervenções divinas em nossas vidas e na vida de outros acontecem
nos bastidores, longe dos holofotes. Um conselho sussurrado, um ombro amigo
oferecido em segredo, uma semente de fé plantada em um coração árido, tudo isso
tem um peso eterno. Jesus mesmo nos confronta com essa realidade em Mateus 25,
quando descreve o julgamento final. O Rei dirá aos justos: “Vinde,
benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a
fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e
destes-me de beber; era forasteiro, e hospedastes-me; estava nu, e
vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me”
(Mateus 25:34-36). E a resposta dos justos é reveladora: “Senhor, quando
te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E
quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te
vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te?” (Mateus 25:37-39). Eles não
tinham consciência plena do impacto de suas ações, mas o Rei sim. Suas obras,
feitas em amor e sem a busca por reconhecimento, foram registradas no céu.
É um chamado à
perseverança, à resiliência na fé. “E não nos cansemos de fazer o bem,
porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gálatas
6:9). A colheita virá. Talvez não no tempo que esperamos, talvez não da forma
que imaginamos, mas ela virá. Não permitam que o cansaço, a ingratidão ou a
aparente falta de resultados os desanimem. Cada ato de bondade, cada oração
intercessória, cada sacrifício feito em nome de Cristo é uma semente plantada
em solo fértil, que germinará e produzirá frutos para a eternidade. Pensem em
um rio subterrâneo, que corre invisível sob a terra, mas que nutre as raízes de
árvores frondosas e sustenta a vida em um ecossistema inteiro. Ninguém vê a
fonte, mas todos colhem os benefícios de sua existência. Assim é o seu serviço
oculto, o seu amor derramado sem alarde.
Portanto, meus irmãos, continuem! Continuem a amar, a servir, a edificar, a semear a Palavra, a viver o Evangelho em cada detalhe de suas vidas. Não se preocupem com os aplausos da terra, mas com o registro nos céus. A eternidade contará histórias, histórias de heroísmo silencioso, de fé inabalável, de amor sacrificial, que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram e nem subiram ao coração humano. E nessas histórias, o seu nome, o seu legado, o seu impacto, serão celebrados por toda a eternidade. Que essa verdade nos impulsione a viver com um propósito eterno, sabendo que cada passo de obediência e amor está construindo uma narrativa gloriosa que será revelada no grande dia do Senhor.
Pr. Rodrigo Deiró



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