Da Bondade à Perfeição: A Jornada na Vontade de Deus
“...
para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”
(Romanos 12:2)
A vontade de Deus é
descrita em Romanos 12:2 como "boa, agradável e perfeita",
sendo "perfeita" a última característica mencionada por
representar o clímax e a plenitude do propósito divino. O texto revela mais do
que três adjetivos, ele expõe uma jornada espiritual que poucos estão dispostos
a percorrer até o fim. A vontade de Deus não é apenas algo que se descobre, é
algo que se experimenta em níveis.
No início, ela é boa.
Mesmo quando você não entende, mesmo quando contraria seus desejos, ela
continua sendo boa. Porque não nasce da sua lógica limitada, mas da natureza
santa de Deus. É como um remédio amargo que o doente rejeita, mas que carrega
dentro de si o poder da cura. Há decisões de Deus que parecem duras no momento,
mas são exatamente o livramento que você ainda não consegue enxergar. O
problema é que muita gente para aqui. Reconhece que Deus é bom, mas ainda
resiste em confiar totalmente.
Depois, essa vontade se
torna agradável. E aqui há uma mudança interna. O que antes parecia
pesado começa a fazer sentido, o que antes era sacrifício começa a gerar
prazer. Isso acontece porque a mente já está sendo renovada. O coração começa a
se alinhar com aquilo que Deus quer. Já não é mais uma obediência forçada, mas
uma entrega que produz paz. É como alguém que aprende a nadar contra a
correnteza e, de repente, descobre que aquela força que antes cansava agora
fortalece. Há prazer em obedecer, há descanso em confiar.
Mas o texto não termina
no agradável, ele culmina no perfeito. E aqui está o nível mais
profundo, onde poucos chegam. Perfeito não significa ausência de problemas,
significa plenitude de propósito. É quando você entende que nada precisa ser
ajustado naquilo que Deus determinou. Mesmo as dores, as perdas e os processos
fazem parte de um desenho completo, sem falhas. É quando o homem para de tentar
corrigir Deus e começa a se render completamente.
Perfeito é o lugar onde
não há mais negociação. Não há mais resistência. Não há mais tentativa de
adaptar a vontade de Deus à sua própria vontade. É o ponto em que você olha
para sua vida, com tudo o que já aconteceu, e ainda assim reconhece que os
caminhos do Senhor são mais altos, mais sábios e absolutamente completos.
A ordem não é aleatória.
Primeiro você confia que é boa, depois você aprende a sentir que é agradável,
até que finalmente você descansa porque entende que é perfeita.
E é por isso que Paulo
começa falando de transformação da mente. Porque sem uma mente renovada, você
vai chamar de ruim aquilo que é bom, vai rejeitar aquilo que poderia ser
agradável e vai resistir àquilo que já é perfeito.
A vontade de Deus não muda. O que precisa mudar é a forma como você a vê, a recebe e se submete a ela. Quando isso acontece, você deixa de apenas conhecer a vontade de Deus e passa a viver dentro dela.
Pr. Rodrigo Deiró



Assim seja. Amém
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