A última palavra é de Deus
Existe um tipo de voz que
tenta acelerar o fim daquilo que Deus começou. Vozes que ameaçam, que
pressionam, que conspiram em silêncio e, às vezes, até colocam prazo para a sua
queda. Elas falam com convicção, com autoridade e aparência de controle. E, se
você não vigiar, começa a acreditar que aquilo que foi dito tem poder para se
cumprir.
Foi exatamente isso que
aconteceu com Elias. Depois de um dos maiores momentos de manifestação do poder
de Deus no Carmelo, surge uma ameaça carregada de ódio. Jezabel manda um recado
claro, direto, sem rodeios. Em 24 horas, a vida dele terminaria. Era uma
sentença humana tentando se impor sobre um propósito divino.
E, olhando com olhos
naturais, parecia inevitável. Jezabel tinha influência, poder e recursos. Não
era uma ameaça vazia. Era alguém acostumada a cumprir o que dizia. Só que
existe um detalhe que muda tudo. Elias não estava debaixo da palavra de
Jezabel, estava debaixo da vontade de Deus.
O tempo passou. As horas
que deveriam encerrar a vida do profeta se esgotaram. Os dias viraram anos. Os
anos viraram séculos. Já se passaram mais de três mil anos, e aquela palavra
nunca se cumpriu. A ameaça fez barulho, mas não teve autoridade. Porque quando
Deus sustenta alguém, nenhuma voz humana consegue encerrar aquilo que Ele
decidiu continuar.
Quantas vezes você já se
deixou paralisar por palavras? Quantas vezes acreditou mais no que disseram
contra você do que naquilo que Deus declarou ao seu respeito? O medo tem essa
capacidade de amplificar vozes erradas e silenciar a voz certa.
Elias, em um momento, até
sentiu esse peso. Fugiu, se escondeu, pensou que estava sozinho. Mas nem o medo
conseguiu cancelar o propósito. Nem a perseguição conseguiu anular o chamado.
Porque o que Deus estabelece não depende da estabilidade emocional do homem,
depende da fidelidade d’Ele.
A Escritura declara em
Salmos 31:15 que “Os meus tempos estão nas tuas mãos”. Isso é
realidade espiritual. A sua vida não está nas mãos de quem te ameaça, nem de
quem te persegue, nem de quem deseja o seu fim. Está nas mãos de Deus.
É como alguém tentando
apagar uma chama soprando com força, sem perceber que aquela chama está
protegida por um vidro. Pode até fazer barulho, pode até parecer intenso, mas
não toca o fogo. Assim são muitas ameaças. Barulho sem autoridade. Movimento
sem poder real. Mas isso não significa que não haverá pressão. Não significa
que não haverá momentos de medo. Porém significa que existe um limite para o
que o homem pode fazer. E esse limite começa exatamente onde a soberania de
Deus se estabelece.
Você precisa decidir
debaixo de qual voz vai viver. Porque sempre haverá vozes tentando definir o
seu fim. Pessoas dizendo que você não vai conseguir, que não vai chegar, que
não vai permanecer. Algumas dessas vozes vêm de fora. Outras, mais perigosas, começam
a ecoar dentro de você.
Mas existe uma voz acima
de todas. A voz d’Aquele que te chamou, que te sustenta e que já determinou o
fim da sua história. E esse fim não será interrompido por ameaças, mas
concluído por propósito cumprido. Enquanto o céu não disser que acabou, ninguém
na terra tem autoridade para encerrar o que Deus começou. Podem tentar te
intimidar, podem tentar te pressionar, podem até estabelecer prazos para o seu
fracasso. Mas quem escreve o último capítulo não são eles.
Quem ameaça pode até fazer barulho. Mas quem decide o fim da história continua sendo Deus.
Pr. Rodrigo Deiró



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