Presença que transforma hábitos
Existe um engano
silencioso que tem adoecido muita gente dentro da fé. Pensam que relacionamento
com Deus é aquilo que fazem para Ele, quando na verdade é aquilo que vivem com
Ele. Não é sobre cumprir uma lista, não é sobre entregar tarefas espirituais, é
sobre presença. É sobre estar em Cristo. E quando alguém realmente está, algo
inevitavelmente começa a acontecer por dentro.
Não dá para permanecer o
mesmo quando se permanece n’Ele. A presença molda. A convivência transforma.
Assim como uma pessoa que anda constantemente com alguém absorve seus hábitos,
suas expressões e até sua forma de pensar, aquele que anda com Cristo começa a
refletir Cristo. Não por esforço humano, mas por influência espiritual.
A Palavra declara em 1
Coríntios 15:33, que “as más conversações corrompem os bons costumes”.
Isso revela um princípio simples e profundo. Aquilo que você tolera ao seu
redor começa a moldar quem você é por dentro. Conversas que antes pareciam
normais começam a incomodar. Ambientes que antes eram comuns passam a gerar
desconforto. Não é religiosidade, é transformação. É o Espírito ajustando
aquilo que já não combina com a nova natureza.
E então você entende o
que está escrito em 1 Tessalonicenses 5:22 - “abstende-vos de toda a
aparência do mal”. Não é apenas evitar o erro evidente, é fugir até
daquilo que se parece com ele. Porque quem está em Cristo não vive mais no
limite do pecado, vive na direção da santidade. O problema é que muitos querem
manter velhos hábitos enquanto dizem ter uma nova vida. Isso não se sustenta.
Hábito não transformado se torna sentença. Aquilo que você pratica
continuamente forma um caminho, e esse caminho sempre leva a um destino. Se o hábito
não muda, ele não permanece neutro, ele se torna óbito. Ele mata lentamente
aquilo que Deus quer gerar.
Mas quando alguém decide
permanecer em Cristo de verdade, algo poderoso acontece. Os hábitos começam a
ser substituídos. Não é uma troca forçada, é uma substituição natural. Onde
havia palavras vazias, agora há edificação. Onde havia ambientes tóxicos, agora
há discernimento para sair. Onde havia atitudes carnais, agora há uma
inclinação para agradar a Deus.
É como plantar uma nova
semente. Você não vê o fruto no primeiro dia, mas sabe que algo já começou. E à
medida que você continua regando com presença, com Palavra, com comunhão,
aquilo cresce. De repente, você percebe que já não fala como antes, já não reage
como antes, já não deseja as mesmas coisas. Não é você tentando ser melhor, é
Cristo crescendo dentro de você.
E isso não é opcional. A
Bíblia estabelece um destino claro para quem está em Deus. “Porque os que
dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho,
a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29.
Esse é o alvo. Esse é o padrão. Não é apenas ir à igreja, não é apenas conhecer
versículos, é se tornar parecido com Jesus.
Por isso não existe
cristianismo verdadeiro sem transformação de mente e de comportamento. A fé que
não muda a forma de viver precisa ser confrontada. Porque quando alguém
realmente encontra Cristo, não sai ileso desse encontro. Sai marcado, moldado e
em processo constante de mudança.
Relacionamento com Deus não é sobre fazer para Ele, é sobre estar com Ele até que tudo em você comece a refletir quem Ele é. E quando isso acontece, seus hábitos deixam de ser um risco e passam a ser morada. Não mais um caminho de morte, mas um lugar onde Deus habita.
Pr. Rodrigo Deiró



Amém
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