Não era castigo, era lapidação


 

Hoje eu entendo que os “nãos” de Deus não eram rejeição, eram misericórdias disfarçadas.
Quando Ele fechava portas, não era para me punir, mas para me livrar de caminhos que me afastariam do propósito.

Hoje eu entendo que muitos dos meus sonhos, que pareciam tão grandiosos, não passavam de projetos humanos — rascunhos imperfeitos diante dos planos eternos de Deus. Ele precisou frustrar minhas vontades para revelar o que realmente havia escrito a meu respeito.

Hoje eu entendo que o tempo de espera não era atraso, era preparo. Deus não estava me privando do que eu queria, estava me moldando para suportar o que Ele queria me entregar.

Hoje eu entendo que havia mesas onde eu tanto quis sentar, mas que não tinham nada a ver com o meu destino em Cristo. E que segurar pessoas e situações fora da vontade de Deus machuca mais do que soltá-las.

Hoje eu entendo que Deus nunca precisou das minhas habilidades. O que Ele sempre quis foi o meu coração rendido. Eu corri tanto, fiz tanto, tentei agradar a todos — até a Deus — com meu ativismo espiritual, e no fim percebi que fiz muito do que Ele nunca me pediu. Cansaço e frustração foram o preço da minha autossuficiência.

Hoje eu entendo que esperar também é caminhar, e que voltar nem sempre é retroceder — às vezes é o único jeito de seguir na direção certa.

Hoje eu entendo que não era castigo, era lapidação. Deus não estava me punindo, estava me aperfeiçoando. E aprendi que, muitas vezes, Ele entrega o que precisamos em embalagens que não queremos, porque o objetivo não é nos agradar, mas nos transformar.

E no fim, compreendo: tudo o que Deus faz é infinitamente melhor do que tudo o que um dia eu pedi ou imaginei.
Ele sabe o que faz — mesmo quando eu não entendo.

Pr. Rodrigo Deiró


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